Fugir
Naqueles dias, um homem de Belém de Judá saiu da sua terra para morar por um tempo na terra de Moabe, com a sua mulher e os seus dois filhos.
O livro de Rute nos conta a história de um homem, Elimeleque e sua família. Para fugir da fome que assolava a cidade de Belém, ele, a esposa Noemi e seus filhos Malom e Quiliom partiram para as terras de Moabe.
Porém, ao invés de comida, sobrevivência e esperança, Moabe lhes trouxe morte, amargura e luto. Todos os homens da família foram enterrados ali. Noemi, que já havia deixado sua terra natal e seu povo, ficou também sem seu marido e seus filhos.
Os moabitas eram descendentes de Ló. Além de serem um povo idólatra, pois ofereciam sacrifícios humanos ao deus Camos, eles haviam também escravizado por dezoito anos os israelitas, durante o reinado de Eglom. Quando faltou pão em Belém, que significa (Beth: casa, Lehem: pão, “Casa de Pão”), Elimeleque acreditou que a melhor solução seria fugir. Ele imaginou que qualquer outro lugar lhe traria a segurança de que precisava.
Existem situações em nossa vida que a própria Bíblia nos instrui a fugir, por exemplo, quando somos tentados na área da sexualidade. Foi exatamente isso que José fez quando esteve diante da mulher de Potifar.
Porém, na maioria das vezes, a fuga não será a melhor decisão. Sair de casa, mudar de escola ou de cidade, não irá solucionar o problema que pode estar dentro de nós.

